É Verdade que Frango Tem Hormônio?

É Verdade que Frango Tem Hormônio?
24 de maio de 2017 Alimentação Sadia

É VERDADE QUE FRANGO TEM HORMÔNIO?

Provavelmente você já escutou ou falou para outra pessoa que a carne de frango tem hormônio. Até por que, os frangos atuais são maiores e crescem mais rapidamente do que antigamente. Então, como isso seria possível se não encher os frangos de hormônio?

Diferente do que muitos pensam carne de frango não possui hormônio. É um mito que faz parte da percepção de 72% dos consumidores que consomem esse produto, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além de não ser do interesse das empresas, alimentar aves com rações enriquecidas de hormônio ou por qualquer outro meio é proibido pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento. Portanto, é ilegal qualquer substância com finalidade de estimular o crescimento e a eficiência alimentar.

Então, fica a dúvida: Como os frangos crescem mais e em menos tempo? Isso se deve há anos de estudos de universidades e empresas privadas, que foram aperfeiçoando a infraestrutura, ambiência, nutrição, sanidade e até melhoramento genético das aves. Hoje, por exemplo, a dieta das aves é balanceada aos mínimos detalhes, com níveis exatos de aminoácidos, vitaminas, mineiras e macronutrientes.

Um estudo de 2014, realizado pela Poultry Science Association, mostrou que os animais com as características mais atrativas do ponto de vista alimentar, como tamanho do peitoral avantajado e menor quantidade de gordura, aumentaram em 400% o seu tamanho de 1957 a 2005 (de 905g em média por animal para 4,2 quilos). Sendo que o frango produzido não consome hormônios, foi uma evolução principalmente genética além de todos os outros detalhes terem sido constantemente melhorados.

Antibióticos

Apesar das carnes não terem hormônios, especialistas têm ficado preocupados com a intensa administração de antibióticos aos animais. Eles alertam que essa prática contribui para o surgimento de bactérias e outros microrganismos cada vez mais resistentes a remédios.

Por mais que as autoridades sanitárias imponham restrições em relação aos antibióticos que podem ser utilizados e ao período de carência entre a aplicação e o consumo do alimento, não há regras sobre o volume de aplicação.

Segundo a ONG Consumers International, que congrega 240 organizações de defesa de consumidores, a resistência aos antibióticos está se desenvolvendo e se espalhando a uma velocidade que não pode ser contida. Ainda segundo a ONG, se não forem tomadas medidas urgentes para reduzir o consumo global de antibióticos, podemos enfrentar um regresso a uma era na qual as infecções simples podem matar.







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