A Importância do Ômega 3 e Ômega 6

A Importância do Ômega 3 e Ômega 6
31 de maio de 2017 Alimentação Sadia

A IMPORTÂNCIA DO ÔMEGA 3 E ÔMEGA 6

Você sabe o que são os Ômegas 3 e Ômegas 6? Eles são dois conjuntos de ácidos graxos, tipos de gorduras poli-insaturadas, conhecidas como gorduras boas e que são essenciais para a nossa saúde. Tanto o ômega 3 quanto o ômega 6 devem ser obtidos por meio da alimentação, já que o corpo não consegue produzi-las.

No artigo “Você Deveria Consumir Suplementos Vitamínicos?” vimos que a suplementação vitamínica quase sempre é desnecessária, mas isso pode acabar não sendo verdade para a suplementação desses ácidos graxos.

Benefícios

Ômega 3 é composto principalmente por DHA (ácido docosahexaenóico) e EPA (ácido eicosapentaenóico). Esses ácidos graxos são encontrados principalmente em peixes oleosos, além das oleaginosas e sementes de chia e linhaça. É o mais importante devido a sua atuação no cérebro que contribui para a manutenção das funções cognitivas e da transmissão de impulsos nervosos.

Ômega 6 está presente em todas as células corporais, mesmo não sendo produzida pelo organismo humano. Por isso, é importante ingerir diariamente alimentos fontes de ômega 6 como nozes, peixes, óleo de soja, óleo de milho e óleo de girassol. Esse nutriente interfere na formação das membranas celulares e da retina, atua na síntese hormonal e colabora para o funcionamento adequado do sistema imunológico.

Ambos os ácidos graxos são componentes importantes das membranas celulares e são precursores de muitas outras substâncias no organismo, tais como as que regulam a pressão arterial e respostas anti-inflamatórias. Mas, o ômega 3 especificamente, começou a ser considerado uma super substância por muitos médicos, principalmente devido ao crescente número de pesquisas científicas publicadas sobre ele.

Diversos estudos correlacionam o ômega 3 com perda de peso, redução do risco cardiovascular, melhora da função cerebral em pacientes com demência, depressão e regulação do sistema imunológico em pacientes com diagnóstico de doença auto-imune. A lista de possibilidades terapêuticas é realmente enorme.

Balanço Dietético

Nos últimos anos as ingestões de ômega 6 aumentaram enquanto as ingestões de ômega 3 diminuíram. Especialistas começaram a indagar se essa diferença estaria trazendo malefícios para saúde. Assim, a adequação do balanço dietético dos ácidos graxos ômega 3 e ômega 6 foi alvo de diversos estudos para tentar se descobrir uma proporção ideal.

Por mais que essa proporção não tenha sido encontrada, os estudos descobriram que a quantidade consumida de cada substância é mais importante que o balanço entre eles. E não só isso, perceberam que o consumo médio de ômega 6 não precisa ser diminuído, mas apenas o ômega 3 aumentado.

Suplementação

Sabendo que a deficiência está no consumo de ômega 3, e não ômega 6, é indicado fazer uma suplementação de ômega 3? A resposta é sim. No Brasil, os peixes são pobres em ômega 3 porque não temos os mesmos crustáceos nos mares que países nórdicos. Mesmo sendo um país costeiro, a grande maioria dos peixes são criados em cativeiros e acabam não sendo mais boas fontes de ômega 3.

No entanto, é muito importante observar se o produto é de boa qualidade. Um bom ômega 3 deve ser ultrafiltrado, livre de mercúrio, armazenado em vidro escuro e ter a maior concentração de DHA e EPA possível por porção. Logo, ao comprar um frasco de cápsulas de ômega 3, verifique a concentração de DHA e EPA. Infelizmente, no Brasil, poucas marcas preenchem esses requisitos e a grande maioria está contaminada com mercúrio, podendo oferecer um risco maior do que o benefício.

Existe um grupo internacional chamado The International Fish Oil Standards Program – IFOS, que classifica os produtos disponíveis no mercado e lista as melhores marcas de ômega 3. Portanto, pesquise antes de adquirir algum produto.







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